Empresários do setor de alimentos debatem soluções de competitividade

A Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti) e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) promoveram na terça-feira, 3 de maio, o Workshop de Soluções Como Aumentar a Competitividade da Indústria de Alimentos?. O encontro, que reuniu empresários do segmento, ocorreu no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no DF, e teve transmissão ao vivo pelo canal da Associação no YouTube. O objetivo foi mapear as principais demandas do setor e debater sobre os avanços tecnológicos que impactam na competitividade dos negócios.

Durante o workshop, os empresários falaram das necessidades e das demandas do setor, como a necessidade da melhoria da qualificação profissional e da formação executiva dos empresários do setor, de maior valorização das profissões de padeiro e de confeiteiro, de sensibilizar empresas quanto a necessidade de inovar e sobre a adequação do setor diante de novos hábitos surgidos com a pandemia da covid-19.

“A indústria tem de estar atenta ao que o cliente quer. É preciso estudar o público e inovar com a entrega de soluções efetivas, seja com uma receita nova, um serviço diferenciado da concorrência ou até mesmo na embalagem de um produto. E é em conjunto que descobrimos ferramentas de melhoria”, disse o presidente da Abipti, Paulo Foina, aos participantes, que fez a moderação do workshop.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Brasília (Siab), Pedro Nicola, eventos como esse sensibilizam e encorajam o empresário a investir em novos formatos de atuação. “Inovar não se trata apenas de implementar tecnologias, mas sim de criar condições para que o empreendimento cresça. Conhecer os gargalos e, ao final do projeto, encontrar respostas é o nosso propósito.”

Na visão da Yannah Raslan (foto), dona da Confeitaria da Torre, um caminho para se destacar no mercado e alavancar as vendas de seus produtos seria a automação do processo de produção, o que no momento é um desafio para a empresa. “A inovação tecnológica é muito cara. Comprar uma máquina não é fácil, pois tem a burocracia do financiamento, juros altíssimos, impostos de importação, frete e investimento em profissional para operá-la. Se eu quiser criar uma linha de trabalho automatizado o custo é ainda maior”, afirma a empresária.

Participaram do workshop a gestora de Alimentos e Bebidas do Sebrae no DF, Debora Nunes, o diretor do Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação, Emerson Amaral, e o supervisor de vendas da Distribuidora Guará, Reismar Rosa.

Projeto em três fases
A iniciativa realizada no Sebrae no DF faz parte do projeto Conectando DF, que busca estimular o empreendedorismo inovador na capital do País, fortalecer alianças entre empresas, governo e institutos de ciência e tecnologia e desenvolver soluções tecnológicas. A primeira fase foi realizada em 31 de março, na sede da Federação das Indústrias do DF (Fibra), com o evento Inovação em Debate, que teve como tema O Futuro da Indústria da Alimentação no DF. O momento foi voltado para que os representantes de entidades dessem um panorama do setor e apresentassem os principais desafios do mercado. A Fibra é um dos apoiadores do projeto.

A terceira fase será a Gestão de Soluções, que ainda não tem data para ocorrer. A ideia é que outros setores e startups participem e apresentem propostas de resolução dos problemas.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Fibra

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.